aceito a palavra que me ofende
me conjugo, tornando-me metade do que
ele diz, mas a metade falsa do que ele me diz
feita pra mim, inteiro por ser carente
perdoo-me pela minha autossuficiência
e nego justamente aquilo que nunca serei
sorte é poder viver no mundo com ilusões
pagas, baratas e às expensas