quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
domingo, 11 de dezembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
anoiteceu um dia claro
de lua cheia e sol a pino
ele dormia ao meu lado
sem notar a diferença entre
o meu suspiro e o estar acordado
me chamou pelo nome
deu sentido para um fim
rebelde, investi no oposto
dei a cara ao beijo
dei o peito ao soco
dei o mundo ao nada
ganhei o pão
ganhei a tônica
ganhei a coca-cola
sem nem saber a sua fórmula
o amor tem desses mistérios
de lua cheia e sol a pino
ele dormia ao meu lado
sem notar a diferença entre
o meu suspiro e o estar acordado
me chamou pelo nome
deu sentido para um fim
rebelde, investi no oposto
dei a cara ao beijo
dei o peito ao soco
dei o mundo ao nada
ganhei o pão
ganhei a tônica
ganhei a coca-cola
sem nem saber a sua fórmula
o amor tem desses mistérios
sábado, 1 de outubro de 2016
desconhecido sentado no banco de pedra
em frente às ondas, de costas para o nada
feliz por de repente ter sido notado
fora da sua redoma de filhinho de mamãe
operário porém corajoso
bebia bebia bebia
fez com que tudo o que parecia apenas uma noite
de passos miúdos e agitados
se tornasse um momento de absoluta estranheza
afinal deixar o filho que ele não teve aos meus cuidados
era permitir que o desamor fosse somente uma ilusão
para nós dois, todo fim estabelecia um descanso
para nós dois, todo fim estabelecia um descanso
terça-feira, 6 de setembro de 2016
domingo, 14 de agosto de 2016
domingo, 24 de julho de 2016
os dias sagrados tornaram-se noites ficcionais
em que a lembrança e o esquecimento se camuflavam
de Eu, também, ilusório, mas nem por isso desleal
deserdados pouco engenhosas
alegrias despreocupadas
endenizar o corpo, o suor
os dias sagrados foram tocados
um a um
pelo vapor comprimido do órgão
da capela protestante
em que a lembrança e o esquecimento se camuflavam
de Eu, também, ilusório, mas nem por isso desleal
deserdados pouco engenhosas
alegrias despreocupadas
endenizar o corpo, o suor
os dias sagrados foram tocados
um a um
pelo vapor comprimido do órgão
da capela protestante
terça-feira, 14 de junho de 2016
meu erro era um acerto de contas
para a engenhosa matemática dos vinte e quatro
sem fórmulas, sem algébra, sem cálculos
linguagem do corpo
erótica
o padrão dos trinta e quatro recupera o patrão
o doutor jagunço que protege mas não perdoa
desafia o meu corpo, sem linguagem, sob ordens
torna doente o contrário
endireita o oposto
assassina o dançarino
tentei me vincular às estrelas numa noite dessas
à sabedoria que elas guardam milenar
tudo já viram antes de mim, mais alto
confessa aqui pra mim, me diz onde é que tudo dói
para a engenhosa matemática dos vinte e quatro
sem fórmulas, sem algébra, sem cálculos
linguagem do corpo
erótica
o padrão dos trinta e quatro recupera o patrão
o doutor jagunço que protege mas não perdoa
desafia o meu corpo, sem linguagem, sob ordens
torna doente o contrário
endireita o oposto
assassina o dançarino
tentei me vincular às estrelas numa noite dessas
à sabedoria que elas guardam milenar
tudo já viram antes de mim, mais alto
confessa aqui pra mim, me diz onde é que tudo dói
quinta-feira, 12 de maio de 2016
não, o peso nunca é do corpo
nunca, não, nunca é do mundo
ou do que se esconde por trás da terra
embaixo dela
detrás de mim
o peso nunca é algo que se vê
ou se sabe o que ele é, ou onde está
o peso é aquele que diverge
que se mostra em absoluta transparência e filigranas
de sorte e azar, amor e cansaço
o peso nunca é um espelho
nunca se vê
nunca, não, nunca é do mundo
ou do que se esconde por trás da terra
embaixo dela
detrás de mim
o peso nunca é algo que se vê
ou se sabe o que ele é, ou onde está
o peso é aquele que diverge
que se mostra em absoluta transparência e filigranas
de sorte e azar, amor e cansaço
o peso nunca é um espelho
nunca se vê
domingo, 20 de março de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
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