domingo, 31 de maio de 2015

um olhar para me contrastar
como uma tela onde tudo fosse claro e colorido
um mundo para viajar
além do óbvio necessário para me alimentar
a dor que se coloca também me deixa belo
sem medo de sorrir, sem medo de pedir
aceito o caminho que me leva para o desconhecido
sonhando um dia com muralhas que se dobrem para mim

quinta-feira, 14 de maio de 2015

meu voo de águia,
sou uma ave de rapina
a carne morta é meu prato
sobrevivente do último passo
antes do deserto

alguns achando o bárbaro o espetáculo
prefeririam os delicados morrer

ser narrado das lendas
mito, não minto



quinta-feira, 7 de maio de 2015

quietude
não do Tempo
de Fora
Pai

inquieto
comilança
Autofágico
Eu

Meu irmão
Ele grita
Há um Outro
em Mim