terça-feira, 14 de junho de 2016

abracei o atropelo que me cruzou
e me colocou diante de ti
meu erro era um acerto de contas
para a engenhosa matemática dos vinte e quatro
sem fórmulas, sem algébra, sem cálculos
linguagem do corpo
erótica
o padrão dos trinta e quatro recupera o patrão
o doutor jagunço que protege mas não perdoa
desafia o meu corpo, sem linguagem, sob ordens
torna doente o contrário
endireita o oposto
assassina o dançarino

tentei me vincular às estrelas numa noite dessas
à sabedoria que elas guardam milenar
tudo já viram antes de mim, mais alto
confessa aqui pra mim, me diz onde é que tudo dói

quinta-feira, 12 de maio de 2016

não, o peso nunca é do corpo
nunca, não, nunca é do mundo
ou do que se esconde por trás da terra
embaixo dela
detrás de mim
o peso nunca é algo que se vê
ou se sabe o que ele é, ou onde está
o peso é aquele que diverge
que se mostra em absoluta transparência e filigranas
de sorte e azar, amor e cansaço
o peso nunca é um espelho
nunca se vê


domingo, 20 de março de 2016

desfilando o peso dessas contas cifradas em amores expressos
vou ao supermercado alimentar o fígado
para pouco entender, uma palavra inteira não basta
foi preciso dizer, dizer mais, dizer de novo, e repetir
por insistência
por afeto
para o meu bem

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

numa curva, fiz-me cansado
tornei-me exausto do que estava por vir
mas o futuro, ainda guardo
sonhos, amores, paixões
reluzente como quem sabe que muito pouco brilho
ainda brilha ali

domingo, 31 de janeiro de 2016

o futuro é divertido. ele já é, diversão.
divergente diligente indecente.
divertido

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016