domingo, o peito abre
inflando ar na garganta seca
desce gostoso o beijo
a mão e a caminhada até o amanhã
domingo, 14 de agosto de 2016
domingo, 24 de julho de 2016
os dias sagrados tornaram-se noites ficcionais
em que a lembrança e o esquecimento se camuflavam
de Eu, também, ilusório, mas nem por isso desleal
deserdados pouco engenhosas
alegrias despreocupadas
endenizar o corpo, o suor
os dias sagrados foram tocados
um a um
pelo vapor comprimido do órgão
da capela protestante
em que a lembrança e o esquecimento se camuflavam
de Eu, também, ilusório, mas nem por isso desleal
deserdados pouco engenhosas
alegrias despreocupadas
endenizar o corpo, o suor
os dias sagrados foram tocados
um a um
pelo vapor comprimido do órgão
da capela protestante
terça-feira, 14 de junho de 2016
meu erro era um acerto de contas
para a engenhosa matemática dos vinte e quatro
sem fórmulas, sem algébra, sem cálculos
linguagem do corpo
erótica
o padrão dos trinta e quatro recupera o patrão
o doutor jagunço que protege mas não perdoa
desafia o meu corpo, sem linguagem, sob ordens
torna doente o contrário
endireita o oposto
assassina o dançarino
tentei me vincular às estrelas numa noite dessas
à sabedoria que elas guardam milenar
tudo já viram antes de mim, mais alto
confessa aqui pra mim, me diz onde é que tudo dói
para a engenhosa matemática dos vinte e quatro
sem fórmulas, sem algébra, sem cálculos
linguagem do corpo
erótica
o padrão dos trinta e quatro recupera o patrão
o doutor jagunço que protege mas não perdoa
desafia o meu corpo, sem linguagem, sob ordens
torna doente o contrário
endireita o oposto
assassina o dançarino
tentei me vincular às estrelas numa noite dessas
à sabedoria que elas guardam milenar
tudo já viram antes de mim, mais alto
confessa aqui pra mim, me diz onde é que tudo dói
quinta-feira, 12 de maio de 2016
não, o peso nunca é do corpo
nunca, não, nunca é do mundo
ou do que se esconde por trás da terra
embaixo dela
detrás de mim
o peso nunca é algo que se vê
ou se sabe o que ele é, ou onde está
o peso é aquele que diverge
que se mostra em absoluta transparência e filigranas
de sorte e azar, amor e cansaço
o peso nunca é um espelho
nunca se vê
nunca, não, nunca é do mundo
ou do que se esconde por trás da terra
embaixo dela
detrás de mim
o peso nunca é algo que se vê
ou se sabe o que ele é, ou onde está
o peso é aquele que diverge
que se mostra em absoluta transparência e filigranas
de sorte e azar, amor e cansaço
o peso nunca é um espelho
nunca se vê
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