recebo no presente
a mensagem que enviei há
10 anos atrás, ou ja passam dos 11 anos?
não sei, isso importa? não muito.
recebo o presente pensando que ele
veio do que era antes, de quem por um
curto período de ar, foi um amor.
minhas mãos seguravam o amor
do presente que me
chegou por mãos trêmulas e verdadeiras,
não me importa o quanto elas mentem,
não é que não me importe com a verdade das mãos, eu
até aprecio um papo franco, honesto,
mas nesses dias, qualquer traço de honestidade é uma
verdadeira afronta contra a verdade, então
eu não me importo com a inverdade, em respeito
ao que é surreal em todo o sentimento possível, o que estou a dizer? sei lá.
falava do presente que veio de mãos em mãos,
sem causa, sem lastro, um presente,
no presente,
de amor.
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