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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
a mente fecha o que antes havia
aberto no peito
o amor muda-se no que é feito
interdito
o que já era transforma o que é-vir
novamente
e este benefício da dúvida é o que nos
une por direito
o que importa saber quando o que era
era apenas bravo?
o que importa saber quando todo o
o outro foi perdido em si mesmo?
aberto no peito
o amor muda-se no que é feito
interdito
o que já era transforma o que é-vir
novamente
e este benefício da dúvida é o que nos
une por direito
o que importa saber quando o que era
era apenas bravo?
o que importa saber quando todo o
o outro foi perdido em si mesmo?
terça-feira, 5 de agosto de 2014
recebo no presente
a mensagem que enviei há
10 anos atrás, ou ja passam dos 11 anos?
não sei, isso importa? não muito.
recebo o presente pensando que ele
veio do que era antes, de quem por um
curto período de ar, foi um amor.
minhas mãos seguravam o amor
do presente que me
chegou por mãos trêmulas e verdadeiras,
não me importa o quanto elas mentem,
não é que não me importe com a verdade das mãos, eu
até aprecio um papo franco, honesto,
mas nesses dias, qualquer traço de honestidade é uma
verdadeira afronta contra a verdade, então
eu não me importo com a inverdade, em respeito
ao que é surreal em todo o sentimento possível, o que estou a dizer? sei lá.
falava do presente que veio de mãos em mãos,
sem causa, sem lastro, um presente,
no presente,
de amor.
a mensagem que enviei há
10 anos atrás, ou ja passam dos 11 anos?
não sei, isso importa? não muito.
recebo o presente pensando que ele
veio do que era antes, de quem por um
curto período de ar, foi um amor.
minhas mãos seguravam o amor
do presente que me
chegou por mãos trêmulas e verdadeiras,
não me importa o quanto elas mentem,
não é que não me importe com a verdade das mãos, eu
até aprecio um papo franco, honesto,
mas nesses dias, qualquer traço de honestidade é uma
verdadeira afronta contra a verdade, então
eu não me importo com a inverdade, em respeito
ao que é surreal em todo o sentimento possível, o que estou a dizer? sei lá.
falava do presente que veio de mãos em mãos,
sem causa, sem lastro, um presente,
no presente,
de amor.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
vagaroso movimento de ir e
voltar
voltar voltar voltar voltar voltar
lançamento desesperado no já
conhecido do desconhecido
na transparência do opaco
sentimento de ser e estar em
várias pessoas, não estar em lugar nenhum
nem aí
nem aqui
ele me disse a fórmula das rochas
disse saber como as pérolas são feitas
disse também que não era preciso ter medo
o escuro também nos acolhe em seu temor
conversamos sobre o que havia no céu
além das estrelas, havia planos
sólidos mundos de carne e osso e coração
afetos plantados na poeira de saturno
escutei atento, curioso e indeciso sobre o
que ele me dizia
na verdade
sobre o que ele me diz e continua a dizer
o erro dos físicos é o de adorar os seus objetos
mais do que as suas leis
soberbas
efeitos da fantasia
inconsciente
voltar
voltar voltar voltar voltar voltar
lançamento desesperado no já
conhecido do desconhecido
na transparência do opaco
sentimento de ser e estar em
várias pessoas, não estar em lugar nenhum
nem aí
nem aqui
ele me disse a fórmula das rochas
disse saber como as pérolas são feitas
disse também que não era preciso ter medo
o escuro também nos acolhe em seu temor
conversamos sobre o que havia no céu
além das estrelas, havia planos
sólidos mundos de carne e osso e coração
afetos plantados na poeira de saturno
escutei atento, curioso e indeciso sobre o
que ele me dizia
na verdade
sobre o que ele me diz e continua a dizer
o erro dos físicos é o de adorar os seus objetos
mais do que as suas leis
soberbas
efeitos da fantasia
inconsciente
quinta-feira, 24 de julho de 2014
percorri a estrada que leva
ao oeste fardo
duro de suportar
eu, que sou do interior
abri caminho no pasto largo
de trilhas longas e apertadas
no caminho da pressa
havia uma lesma
carnuda e gosmenta
compreendo as lesmas
mas matei essa aí
naquela passagem era ela ou eu
o mundo tem dessas
coragens bestiais
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